É curioso quando no dia-a-dia somos visitados por ex-alunos de sala de aula ou, mais ainda, de escola, para não falar de há anos, para nos relatarem como estão as suas vidas.
É uma constante!
É um prazer!
É curioso!
O que será que fica naquelas cabeças, que tantas vezes, parece, nada registarem? Que tantas vezes nos fazem sair do sério?
Porque será que ao fim de algum tempo, quando não é sistemático, vêm dizer que estão a fazer isto, aquilo, ou aqueloutro?
Este complexo fenómeno, sobre o qual procuro reflectir profundamente, continua a deixar-me apreensivo, mas feliz: quem diz que são as notas dadas ao fim do período ou do ano lectivo que importam? O que importa é o que fica: a amizade, os conselhos, as palavras, os sorrisos, os compromissos, as cumplicidades... o saber abrir os braços e procurar passar algo por que já passamos ou nos soubemos desviar.
Há dias, ao fim de uma reunião, uma colega dizia-me: "Os meus alunos [e uma escola da capital] não arrastam uma cadeira, quando a arrumam! Mas sinto que os verdadeiros professores são vocês! As verdadeiras Escolas são as vossas!"
Às vezes chego a casa esgotado e a pensar "Que raio de dia! Sinto que não fiz nada! Não fiz nada, mas não parei!"
Uns tempos mais tarde, a médio/longo prazo, recolho os juros do meu investimento: as visitas daqueles que, de uma forma ou de outra se cruzaram pela minha vida de professor!
A eles dedico esta reflexão, que me alenta a continuar a ser exigente, muitas vezes severo, mas que eles sabem com que podem contar!
Obrigado meus amigos!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O VALOR DA VIDA
Hoje dei por mim a pensar na quantidade de vezes que, sem paciência, rezingamos com os outros e/ou choramos as nossas mágoas, como se não houvesse amanhã.
Mas quando passamos por privações de ter por perto aqueles que mais amamos, ou de termos autonomia na vida, ou mesmo a noção que algo que muito gostamos nos está a fugir... é que damos valor ao que de facto temos.
E tudo aquilo que era tão importante e que manchava a nossa vida, passa a ter um tamanho tão minúsculo, microscópico, que nem se consegue ver ou mesmo sentir.
Temos as guerras mundiais, as catástrofes, a fome, a doença...
Cada vez que penso nisso, dá-me alento para relativizar aquilo que muitas das vezes me preocupa; dá-me vontade de olhar o rosto de quem se cruza comigo e sorrir e dizer-lhe os sentimentos que sinto, vezes sem conta; dá-me vontade de dar uma das minhas gargalhadas (com respeito) quando alguém me procura a dizer que está muito mal porque tem um "Pêlo encravado" ou porque o verniz das unhas estalou e não tem tempo de ir à manicura.
O amanhã... não sabemos! Por isso, mais vale andar com a cabeça erguida e fazermos o que temos que fazer em casa, na rua, no trabalho... o melhor que podemos e sabemos, porque o tempo passa e eu quero continuar a sorrir!
Mas quando passamos por privações de ter por perto aqueles que mais amamos, ou de termos autonomia na vida, ou mesmo a noção que algo que muito gostamos nos está a fugir... é que damos valor ao que de facto temos.
E tudo aquilo que era tão importante e que manchava a nossa vida, passa a ter um tamanho tão minúsculo, microscópico, que nem se consegue ver ou mesmo sentir.
Temos as guerras mundiais, as catástrofes, a fome, a doença...
Cada vez que penso nisso, dá-me alento para relativizar aquilo que muitas das vezes me preocupa; dá-me vontade de olhar o rosto de quem se cruza comigo e sorrir e dizer-lhe os sentimentos que sinto, vezes sem conta; dá-me vontade de dar uma das minhas gargalhadas (com respeito) quando alguém me procura a dizer que está muito mal porque tem um "Pêlo encravado" ou porque o verniz das unhas estalou e não tem tempo de ir à manicura.
O amanhã... não sabemos! Por isso, mais vale andar com a cabeça erguida e fazermos o que temos que fazer em casa, na rua, no trabalho... o melhor que podemos e sabemos, porque o tempo passa e eu quero continuar a sorrir!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Vejam lá para o que me dá!
É verdade! Sou um animal que não consegue estar parado, quieto, sem que esteja a preparar alguma!
Desta vez, foi dar largas à minha criatividade e às minhas aprendizagens, porque como diz alguém "estamos sempre em processo de aprendizagem", e com maior gozo se forem acrescentados os ingredientes da arte e da reflexão.
Então lembrei-me de aprender a fazer um blog, onde possa colocar algumas informações, reflexões, trabalhos que me dêem gozo associados ao lazer, ao trabalho, ou tão simplesmente curiosidades.
E aproveito o facto de não poder estar na Escola a trabalhar, pela convalescença da minha cirurgia, para dar estes primeiros passos.
Tenho recebido imensos telefonemas e mensagens de colegas e amigos que aconselham a ter juizinho no que ando a fazer, no que concerne aos esforços físicos para a minha coluna. Prometo que tenho! Mas o tédio de estar a pensar na "morte da bezerra", ou estar sem trabalhar para a escola, deu em estar aqui e agora a escrever - algo que tanto gosto e para o que há muito que não dedico o meu tempo.
Espero que participem, que gostem, que comentem... mas sem maldade! ;-)
Não vou falar de ninguém - nem mal, nem bem -, como muitos que conheço, que procuram despejar as frustrações que lhes vão na alma. Vou falar de coisas do dia-a-dia que me dão gozo. Vou querer partilhar com quem as quiser ler, curtir, reflectir e partilhar o seu ponto de vista.
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